Você está aqui: Página Inicial > Drogas A a Z > Tabaco, Tranquilizantes ou Ansiolíticos (Benzodiazepínicos)

Tabaco, Tranquilizantes ou Ansiolíticos (Benzodiazepínicos)

TABACO

Definição
O tabaco é uma planta cujo nome científico é Nicotiana tabacum, da qual é extraída uma substância de efeito estimulante chamada nicotina. Além desta, o tabaco possui mais de 4.700 substâncias.

O tabaco pode ser usado de diferentes formas: inalado por meio de cigarro, charuto, cigarro de palha e cachimbo; aspirado por meio de rapé; mascado por meio de fumo-de-rolo. Todas as formas de consumo geram algum tipo de prejuízo ao organismo do usuário.

O cigarro é composto pelo tabaco em forma ácida, assim o usuário precisa tragar para que a nicotina seja absorvida pelos pulmões. Já o cachimbo e o charuto são constituídos por uma forma alcalina do tabaco, a qual permite que a nicotina seja absorvida pela mucosa bucal, sem a necessidade de tragar.

O cigarro e o charuto são compostos pelas mesmas substâncias, porém os fumantes de charuto possuem taxas de monóxido de carbono mais altas e saturação de oxigênio no sangue menor que os fumantes de cigarro.

A fumaça gerada pela queima do tabaco é composta por aproximadamente 4.700 substâncias tóxicas, dentre elas o monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído e partículas de nicotina e alcatrão.

O alcatrão é um composto de mais de 40 substâncias cancerígenas, gerado pela combustão de derivados do tabaco, como: arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, resíduos de agrotóxicos, substâncias radioativas, como o Polônio 210, acetona, naftalina e até fósforo P4/P6, substâncias usadas para veneno de rato.

A nicotina é uma substância psicoativa de produção e comércio lícitos, mas a venda para menores de 18 anos é proibida por lei. Fumar também gera dependência.
O monóxido de carbono (CO) tem afinidade com a hemoglobina (Hb) presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que transportam oxigênio para todos os órgãos do corpo. A ligação do CO com a hemoglobina forma o composto chamado carboxihemoglobina, o qual prejudica a oxigenação sanguínea e, consequentemente, de alguns órgãos, causando doenças como a aterosclerose (doença inflamatória crônica nos vasos sanguíneos).

O narguilé é um cachimbo d’água típico do Oriente Médio utilizado para fumar o tabaco. Para preparar o fumo, são utilizadas folhas secas de tabaco, melado e essência de frutas, que não anulam os malefícios da planta. A quantidade de metais pesados – chumbo, níquel, cádmio, benzopireno – é mais alta nessa mistura do que em outras, tornando-a cancerígena.

Além disso, a fumaça ambiental do cachimbo d’água é bem mais tóxica que a do cigarro pela diferença de temperatura da brasa de cada um. A do narguilé tem 400ºC enquanto a do cigarro tem 900ºC, fazendo com que no primeiro a queima do tabaco seja incompleta, sobrando mais substâncias tóxicas na fumaça.

Histórico
O tabaco começou a ser utilizado aproximadamente no ano 1000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágico-religiosos, com o objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros. Além disso, esses povos acreditavam que essa substância tinha o poder de predizer o futuro. A planta chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupi-guaranis.

A partir do século XVI, seu uso foi introduzido na Europa, por Jean Nicot, diplomata francês vindo de Portugal, após ter-lhe cicatrizado uma úlcera na perna, até então incurável. No início, utilizado com fins curativos, por meio do cachimbo difundiu-se rapidamente, atingindo Ásia e África no século XVII. No século seguinte, surgiu a moda de aspirar rapé, ao qual foram atribuídas qualidades medicinais, pois a rainha da França, Catarina de Médicis, o utilizava para aliviar suas enxaquecas.

No século XIX, surgiu o charuto que veio da Espanha e atingiu toda a Europa, Estados Unidos e demais continentes, sendo utilizado para demonstração de ostentação. Por volta de 1840 a 1850, surgiram as primeiras descrições de homens e mulheres fumando cigarros, porém, somente após a I Guerra Mundial (1914 a 1918), seu consumo apresentou grande expressão.

Seu uso espalhou-se por todo o mundo a partir de meados do século XX, com a ajuda de técnicas avançadas de publicidade e marketing que se desenvolveram nessa época. A partir da década de 1960, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionaram o cigarro ao adoecimento do fumante, e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não-fumante exposto à fumaça do cigarro.

Atualmente, o fumo é cultivado em todas as partes do mundo e é responsável por uma atividade econômica que envolve milhões de dólares. Apesar dos males que o hábito de fumar provoca, a nicotina é uma das drogas mais consumidas no mundo.

Legislação

Tratado Mundial Antitabagista
Os 192 Estados membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovaram em 21 de maio de 2003, oficialmente a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, um tratado internacional que visa “proteger a população mundial e suas gerações futuras das devastadoras consequências do consumo de tabaco”, na 56ª Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra.

O objetivo da convenção da OMS foi diminuir a mortalidade causada pelo tabagismo e limitar a publicidade de produtos de tabaco. O texto aprovado prevê o banimento ou restrição da propaganda tabagista, introduz alerta de saúde mais incisivos e controle do uso de expressões como "light" em embalagens de cigarros. O documento também trata de medidas de proteção aos fumantes passivos e de combate ao contrabando.

Principais pontos do tratado da OMS sobre o tabagismo: 
• O tratado reconhece que o consumo e a exposição à fumaça do tabaco causam morte, doenças e incapacidade física;
• Alerta para o aumento do número de fumantes entre crianças e adolescentes sob a ação de publicidade dirigida;
• Denuncia que os cigarros são desenvolvidos para criar e manter a dependência do usuário;
• Prevê que políticas de preços e impostos dos produtos derivados de tabaco sejam implementadas a fim de reduzir o consumo;
• Os fumantes passivos devem ser protegidos da exposição ao produto em ambientes de trabalho e públicos fechados;
• As embalagens não podem promover os produtos pela utilização de expressões como "suave", "baixo teor de alcatrão", "light" ou "ultra-light";
• As advertências sobre os males que o produto causa à saúde devem ocupar entre 30% e 50% de cada embalagem, e devem incluir imagens.

Lei 9.294
A Lei 9.294, aprovada em 15 de julho de 1996 dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas. Essa lei proibiu o uso de cigarros ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente, incluindo as repartições públicas, os hospitais e postos de saúde, as salas de aula, as bibliotecas, os recintos de trabalho coletivo, as salas de teatro, cinema, as aeronaves e demais veículos de transporte coletivo.

Com a lei, a propaganda comercial desses produtos só é efetuada através de pôsteres, painéis e cartazes, na parte interna dos locais de venda com determinados ajustes como não sugerir o consumo exagerado ou irresponsável, nem fazer associação a celebrações cívicas ou religiosas. Além de não induzir as pessoas ao consumo, atribuindo aos produtos propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga ou a tensão, não associar idéias ou imagens de maior êxito na sexualidade das pessoas, não associar o uso à prática de atividades esportivas, olímpicas ou não, nem sugerir seu consumo em locais ou situações perigosas, abusivas ou ilegais.

Deve conter na propaganda nos meios de comunicação, advertência escrita e/ou falada sobre os malefícios do fumo, através das seguintes frases, usadas sequencialmente, de forma simultânea ou rotativa, precedidas da afirmação "O Ministério da Saúde Adverte":

• fumar pode causar doenças do coração e derrame cerebral;
• fumar pode causar câncer do pulmão, bronquite crônica e enfisema pulmonar;
• fumar durante a gravidez pode prejudicar o bebê;
• quem fuma adoece mais de úlcera do estômago;
• evite fumar na presença de crianças;
• fumar provoca diversos males à sua saúde.

Também são proibidos o patrocínio de atividade cultural ou esportiva, a propaganda fixa ou móvel em estádio, pista, palco ou local similar, a comercialização em estabelecimento de ensino, de saúde e em órgãos ou entidades da Administração Pública e a venda a menores de dezoito anos.

Mecanismo de Ação
Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro aproximadamente em nove segundos. Os principais efeitos da nicotina no sistema nervoso central consistem em: elevação leve no humor (estimulação) e diminuição do apetite.

A nicotina é considerada um estimulante leve, apesar de um grande número de fumantes relatar sensação de relaxamento quando fumam. Essa sensação é provocada pela diminuição do tônus muscular. Menciona-se, também, aumento de concentração e de atenção.

Efeitos no Organismo
A nicotina é um psicotrópico que gera dependência, por isso, o tabagismo é classificado pelo Código Internacional de Doenças (CID-10) como um transtorno mental e de comportamento pelo uso da substância.

A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na frequência respiratória e na atividade motora. Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos.

No sistema digestivo, provoca diminuição da contração do estômago, dificultando a digestão. Além disso, estimula no aparelho gastrointestinal a produção de ácido clorídrico, o que pode causar úlcera gástrica.

Essa droga, no organismo, aumenta a liberação de catecolaminas, as quais são responsáveis pela vasoconstricção, hipertensão arterial e aumento da frequência cardíaca.

A nicotina juntamente com o monóxido de carbono, provoca diversas doenças cardiovasculares, como: infarto, acidente vascular cerebral e morte-súbita. Também desencadeia a liberação de substâncias quimiotaxias no pulmão, o que estimula um processo de destruição da elastina (proteína responsável pela expansão e contração do pulmão), provocando o enfisema pulmonar.

Consequências Negativas
O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade de ocorrência de algumas doenças, como: pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago), infarto de miocárdio, bronquite crônica, enfisema pulmonar, derrame cerebral e úlcera digestiva.

Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar, ainda, náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, braquicardia, fraqueza e impotência sexual nos homens.

O uso intenso e constante de tabaco pode provocar  ainda o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que, originalmente, eram produzidos por doses menores.

Alguns fumantes, quando suspendem repentinamente o consumo de cigarros, podem sentir fissura (desejo intenso de fumar), irritabilidade, agitação, prisão de ventre, dificuldade de concentração, sudorese, tontura, insônia e dor de cabeça. Esses sintomas caracterizam a síndrome de abstinência, desaparecendo dentro de uma ou duas semanas.

A tolerância e a síndrome de abstinência são alguns dos sinais que caracterizam o quadro de dependência provocado pelo uso do tabaco.

Tabaco e Gravidez
O uso do tabaco tem vários efeitos sobre as funções reprodutivas incluindo redução de fertilidade, prejuízo do desenvolvimento fetal, maior risco de gravidez ectópica (gravidez fora do útero, na trompa de falópio) e aborto espontâneo.

Quando uma mulher fuma durante a gravidez, “o feto também fuma”, recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução de peso no recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes. Durante a amamentação, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebê pelo leite materno.

Fumantes Passivos
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro, pois os não-fumantes também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos quando expostos a fumaça. Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não fumantes próximos ou distantes dos fumantes inalem também as substâncias tóxicas.

Existem evidências de que os fumantes passivos têm risco maior de desenvolverem doenças relacionadas aos usuários de tabaco. Estudos comprovam que filhos de pais fumantes apresentam incidência três vezes maior de infecções respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do que filhos de pais não-fumantes.


 

TRANQUILIZANTES E ANSIOLÍTICOS (BENZODIAZEPÍNICOS)

Definição
Existem medicamentos que têm a propriedade de atuar quase que exclusivamente sobre a ansiedade e tensão. Inicialmente, essas drogas foram chamadas de tranquilizantes, por tranquilizar a pessoa estressada, tensa e ansiosa.  

Atualmente, prefere-se designar estes tipos de medicamentos pelo nome de ansiolíticos, ou seja, que "destroem" (lise) a ansiedade. De fato, este é o principal efeito terapêutico destes medicamentos: diminuir ou abolir a ansiedade das pessoas, sem afetar em demasia as funções psíquicas e motoras.

Antigamente, o principal agente ansiolítico era uma droga chamada meprobamato que praticamente desapareceu das farmácias com a descoberta de um importante grupo de substâncias: os benzodiazepínicos. De fato estes medicamentos estão entre os mais utilizados no mundo todo, inclusive no Brasil.

Hoje há mais de 100 medicamentos no País à base desses benzodiazepínicos (BDZ). Estes têm nomes químicos que terminam geralmente pelo sufixo pam. Alguns exemplos de benzodiazepínicos: diazepam, bromazepam, clobazam, clorazepam, estazolam, flurazepam, flunitrazepam, lorazepam, nitrazepam. A exceção é a substância chamada clordizepóxido que também é um benzodiazepínico. Por outro lado estas substâncias são comercializadas pelos laboratórios farmacêuticos com diferentes nomes "fantasia", existindo assim dezenas de remédios com diferentes denominações.

Eles podem ser usados em qualquer idade, respeitando a adequada utilização. O diazepan via oral pode ser usado até em crianças depois dos 6 meses e a via injetável com 30 dias de vida ou mais. Muitos médicos confundem as diversas ações dos BDZs, por exemplo: o uso do bromazepam (ansiolítico) como hipnótico ou antidepressivo. Há de se diferenciar bem o tipo de diagnóstico para se instituir a terapêutica BDZ mais adequada.

Histórico
Em 1957, os trabalhos de Leo Sternbach e Earl Reeder, levaram a síntese do primeiro benzodiazepínico, o clordiaxepóxido. Esta droga foi comercializada em 1961, inaugurando a era dos benzodiazepínicos. Em 1963 é lançado no mercado um medicamento ainda mais potente, o diazepam. Existem hoje mais de 30 tipos de benzodiazepínicos comercializados em todo o mundo.

Mecanismo de Ação
Os Benzodiázepinicos (BZD) possuem receptores específicos no sistema nervoso central (SNC), ligados a receptores gabaérgicos tipo A (GABA-A), com os quais regula a abertura e o fechamento dos canais de íon cloreto, responsáveis pela propagação dos estímulos para os neurônios pós-sinápticos.

A ação dos BZD e do GABA inibe diversos sistemas de neurotransmissão, funcionando como um depressor do SNC.

Efeitos no Organismo
Os ansiolíticos reduzem a atividade em determinadas regiões do cérebro levando a diminuição de ansiedade,  indução de sono, relaxamento muscular; redução do estado de alerta e dificuldade nos processos de aprendizagem e memória.

O uso regular de benzodiazepínicos e de outros sedativos produz ansiedade e depressão, tolerância e dependência. Após um curto período de uso, sintomas significativos de abstinência se manifestam na retirada do seu consumo.

Consequências Negativas
Do ponto de vista orgânico ou físico, os benzodiazepínicos são drogas bastante seguras, pois são necessárias grandes doses (20 a 40 vezes mais altas que as habituais) para trazer efeitos mais graves: a pessoa fica com hipotonia muscular (“moleza), grande dificuldade para ficar em pé e andar, baixa pressão sanguínea e suscetibilidade a desmaios. Mas, mesmo assim, a pessoa dificilmente chega a entrar em coma e morrer.

Contudo, a situação muda caso o indivíduo, além de ter tomado o benzodiazepínico, também tenha ingerido bebida alcoólica. Nesses casos, a intoxicação torna-se séria, pois há grande diminuição da atividade cerebral, podendo levar ao estado de coma.

Outro aspecto importante quanto aos efeitos tóxicos refere-se ao uso dessas substâncias por mulheres grávidas. Suspeita-se que essas drogas tenham um poder teratogênico razoável, isto é, podem produzir lesões ou defeitos físicos no bebê.

Os benzodiazepínicos quando usados durante alguns meses seguidos podem levar as pessoas a um estado de dependência. Como consequência, sem a droga, o dependente passa a sentir muita irritabilidade, insônia excessiva, sudoração, dor pelo corpo todo, podendo, em casos extremos, apresentar convulsões. Se a dose tomada já é grande desde o início, a dependência ocorre mais rapidamente ainda.

Há também desenvolvimento de tolerância, embora esta não seja muito acentuada, isto é, a pessoa acostumada à droga não precisa aumentar a dose para obter o efeito inicial.

Interações medicamentosas
Os benzodiazepínicos sofrem interações medicamentosas com diversos outros medicamentos comumente utilizados na prática clínica. Estas drogas nunca devem ser administradas com antiácidos, pois o alumínio atrasa o esvaziamento gástrico e torna lenta sua absorção. Drogas como cimetidina, dissulfiram, eritromicina, estrogênios, fluoxetina, inibidor MAOs e isoniazida causam aumento do nível sanguíneo dos benzodiazepínicos. A co-administração de outros depressores do SNC, como anti-histamínicos, barbitúricos, antidepressivos tricíclicos e etanol pode ser perigosa por potencializar seus efeitos.

Consumo no Brasil
De acordo com o II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil – estudo envolvendo as 108 maiores cidades do País, realizado em 2005 pela Secretaria Nacional Antidrogas – Senad em parceria com o Cebrid/Unifesp e que envolveu 7.939 pessoas, entre 12 e 65 anos – revelou que o uso de Benzodiázepinicos foi maior entre a faixa etária igual ou maior que 35 anos.

Existe um predomínio nítido para o sexo feminino, quando comparado ao masculino, em todas as faixas etárias.

Em relação à prevalência de dependentes de Benzodiázepinicos, encontrou-se que 0,54% da população estudada preencheu os critérios diagnósticos do SAMHSA e as mulheres (0,77%) com prevalência cinco vezes maior que os homens (0,14%). Por outro lado, a prevalência de mulheres dependentes na faixa etária,